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História do alfabeto mágico dos vikings
por Gilda Telles
A palavra runa, cujo sentido original deriva do gótico, significa secreto.
Ela era empregada para indicar um sonho misterioso, uma doutrina oculta ou
um escrito hermético.
Alguns povos da Europa, antes de aprenderem os caracteres romanos, conheciam os
signos chamados glifos, que compunham a escrita alfabética Futhark, que deu
origem às runas. Desde o início, as runas adquiriram uma função ritualística
na adivinhação e na magia. Todos os aspectos da vida cotidiana destes povos,
do mais simples ao mais sagrado, eram regidos pelos mestres das runas.
Os símbolos eram gravados em amuletos, taças, espadas, soleiras e navios,
evocando as forças divinas para a proteção e auxílio. Os antigos acreditavam
que seu poder mágico lhes garantiria a fartura da colheita, um bom clima e a
cura das doenças.
Até hoje os historiadores da civilização teutônica discutem a trajetória
histórica das runas, mais antigas que o Novo Testamento. Concordam, no entanto,
que as runas influenciaram muito a civilização dos vikings, principalmente entre
os séculos 7 e 12.
Mas são raras as provas encontradas do seu uso antes dos primeiros anos da Era
Cristã. Uma delas está nos textos de Tácito, o grande orador e historiador
romano (55 - 117 d.C.). Ele conta que as runas foram levadas para o continente
europeu por comerciantes, conquistadores e guerreiros, e estavam espalhadas
pelos esses países.
No Reino Unido, por cinco séculos, foi usado o alfabeto rúnico num conjunto de
33 letras, diferente do adotado nos países escandinavos. Ainda existem, na
Inglaterra, inscrições em pedras com esses caracteres. A mais antiga delas é um
pequeno cofre feito de ossos de baleia, de 700 d.C.
Com o crescimento do cristianismo não se construiu mais monumentos, e as runas
acabaram sendo banidas e esquecidas por mais de 300 anos.
Hoje, a tradição do Rumenal -a arte de jogar runas- renasce como um dos mais
requisitados oráculos do Ocidente, em razão principalmente da sua proximidade
com nossa linguagem.

Leia sobre a origem mitológica das runas


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